NOVO ENDEREÇO DO LIVRO QUE QUERO ESCREVER

•14/05/2009 • 2 Comentários

Your Song – por Sir Elton John

•08/05/2009 • Deixe um comentário

Tem gente que não gosta de Elton John, fazem piada com o estilo e trejeitos do cantor, assumidamente homossexual e muitas vezes vítima do preconceito estúpido que essas pessoas sofrem.

Para mim, não gostar de Elton John por não gostar do jeito dele é uma forma triste de perder a oportunidade de curtir um dos artistas mais talentosos da música de sempre. No meu caso então, gostar de Elton John é uma obrigação, pois apesar de não saber tocar nenhum instrumento, sou capaz de passar um dia todo escutando este instrumento fantástico que é o piano.

Por isso decidi, para todos os que conhecem e mais ainda para os que não conhecem, colocar aqui no Blog esté vídeo de 1970, com Sir Elton John cantando uma de suas músicas mais bonitas: Your Song.

O vídeo inclusive está legendado, por isso se você leu até aqui não deixe de curtir esta emocionante canção.


Siga o Livro no Twitter

•29/04/2009 • 1 Comentário

 

Para os que têm acompanhado este Blog, uma novidade, essa semana me cadastrei no Twitter, mas até o momento não tenho muitos seguidores (na verdade só achei o meu amigo Rogério por lá).

Por isso, se você tem Twitter, não deixe de me adicionar. Acompanhe os próximos capítulos da série sobre o minha saga de concurseiro até o Banco Central, os livros de ficção e também os posts sobre artes e variedades. Se você ainda não entrou neste que é o novo fenômeno da Internet, pode ser uma ótima oportunidade.

E em Agosto o Blog também voltará com um especial que pode interessar a muitas pessoas. Continue acompanhando o livro e aguarde. Muita coisa boa ainda vai aparecer por aqui!

 

O Livro que Quero Escrever é PageRank 3 com menos de 2 meses de vida

•03/04/2009 • 5 Comentários

Amigos deste Blog, fiquei sabendo disso faz algumas horas e achei que deveria compartilhar com todos esta alegria.

O primeiro post de O Livro que Quero Escrever foi publicado no dia 8 de fevereiro, há menos de 2 meses. O blog obviamente estava com Page Rank zero, mas hoje, quando fui verificar, descobri que  seu PageRank pulou direto para 3 na última revisão.

Eu acreditava que levaria pelo menos um ano para atingir este nível de PageRank, por isso estou muito surpreso. Gostaria de agradecer a todos os meus parceiros, às pessoas que divulgam o Blog e também àqueles que me deram selos. A estes últimos, por sinal, estou devendo um post sobre os selos recebidos. Vou fazer todos os meus esforços para publicar ele no próximo fim de semana.

E um grande obrigado a você que tem acompanhado este blog. Continuem entrando aqui, muitas surpresas estão programadas. Você vai querer saber que tragédia se abateu sobre o Personagem de “A Floresta de Gelo” e o tornou tão pessimista. Para quem o personagem de “O Livro que Quero Escrever” está escrevendo as cartas? Por qual Motivo? Quais as ligações entre os dois livros? O que aconteceu com os outros dois jovens da foto?

E o que será “Humans”?

Um grande abraço.

Mais belas cenas do cinema: Bom dia Vietnã

•01/04/2009 • 3 Comentários

Bom Dia Vietnã é um filme protagonizado por Robin Williams feito em 1987. Neste filme Williams interpreta o aeronauta Adrian Cronauer, convocado para trabalhar numa base americana como disc-Jockey. Logo no começo todos percebem a diferença entre o estilo explosivo e cômico de Cronauer com o tom sisudo e formal de seus colegas.

Cronauer logo torná-se uma celebridade entre as tropas do vietnã, trazendo um ânimo novo a rotina medorrenta dos americanos que estavam naquele lugar, longe de casa e ao lado de um povo hostil. Só que não demora muito para a novidade incomodar o lado conservador do exército americano e, principalmente, a causar ciúme em alguns colegas de Cronauer.

Eu não vou resumir o filme todo, não estou aqui para falar de um filme, mas de uma cena dele, sempre lembrada por mim quando me perguntam sobre quais as cenas mais marcantes que já vi no cinema.

Num determinado momento de Bom dia Vietnã, Cronauer está entregando os pontos, falando em desistir, pois não aquenta mais os ataques dos conservadores. Um de seus amigos percebe que precisa levantar a moral do radialista. Para isso o coloca, contra a vontade, no meio de vários caminhões repletos de soldados que estão prontos para irem ao campo de batalha. Ele imediatamente anuncia a todos os soldados que aquele ao seu lado era o famoso “Adrian Cronauer”.

Os soldados, incrédulos, pedem então para que Cronauer prove ser quem o amigo diz que ele é. Cronauer hesita por alguns segundos, mas não demora a ceder aos pedidos. De repente ele grita seu jargão “Bom dia Vietnãããnnn” e dispara um festival de piadas para os soldados.

É neste momento que temos um dos momentos mais tocantes da história do cinema. Pensamos nas mil coisas que Cronauer deve estar pensando ao ver o que está fazendo. Aqueles soldados talvez estejam tendo seus últimos momentos de alegria, pois sabem que amanhã podem estar mortos, multilados ou capturados. Cronauer faz rir, se faz engraçado, mas está emocionado e percebemos isso nos olhos do Robin Williams.

O comediante ri e faz a todos rirem, mas por dentro ele chora, não de tristeza, mas emocionado, a emoção de um homem que se descobre. Os soldados têm que ir, as tropas se despedem e se afastam. Neste momento a expressão de Cronauer entrega todos os seus sentimentos.

Não consigo imaginar como essa cena poderia ter ficado melhor, ela ficou perfeita, na direção e principalmente na atuação soberba de Williams. Bom dia Vietnã é um desses clássicos um pouco esquecidos e Robin Williams é um dos mais admiráveis atores que existem. Sociedade dos Poetas Mortos, O Pescador de Ilusões, Patch Adams e o próprio Bom dia Vietnã, entre outros, não são apenas filmes magníficos, são filmes que têm uma intenção. Não são apenas diversão e são mais do que formadores de opinião, são formadores de caráter.

Confira a cena:

 

 

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Melhor é Impossível: O Escritor que deu o Oscar a Jack Nicholson

•24/03/2009 • 6 Comentários

No filme ”Melhor é Impossível” (As good As it Gets – EUA/1997) Jack Nicholson interpreta o escritor Melvin Udall, uma das personalidades mais fascinantes que já vi no cinema. Melvin parece ser incapaz de não falar o que pensa, sente uma aversão terrível às pessoas e sofre de uma mania compulsiva por limpeza. Vivendo em Manhattan, um dos lugares mais povoados do mundo, o escritor tenta se manter o mais isolado possível do mundo. 

Fora o cachorro do vizinho, que é o primeiro personagem do filme pelo qual Melvin ganha afeto, basicamente a única pessoa com quem tem algum contato mais profundo é a garçonete Carol (pronuncia-se “Kérol’ no filme). Sendo uma verdadeira santa, ela parece ser o único ser humano capaz de entender as manias e necessidades do Melvin na hora do café da manhã.

Mas um dia o filho de Carol está muito mal, ela não vai trabalhar e colocam uma outra garota no lugar dela, o que quase pira Melvin. Após se desentender com a substituta de Carol e ser expulso da lanchonete ele vai até a casa da garçonete implorar para que ela volte ao trabalho. Mas Carol afirma não ser possível, pois precisa ficar em casa para cuidar de seu filho, que está sempre doente e nunca recebe um tratamente digno dos médicos de seu plano de saúde.

O engraçado é que Carol, mesmo sendo uma mulher admirável e esforçada, é uma pobretona, e Melvin, sendo maluco de pedra e intratável com as pessoas, é rico e importante. Aproveitando-se disto, ele, num esforço enorme, convence a chefe da editora onde trabalha a pedir para que o marido dela, um médico renomado, cuide do filho de Carol, com todas as despesas pagas pelo próprio escritor. Assim Carol poderá voltar para o trabalho e Melvin voltará a ter um café da manhã. O problema, e é aí que a história do filme realmente começa, é que Carol acha que as intenções de Melvin com ela são outras.

O adorável cãozinho Verdell é o primeiro a conseguir um espaço no coração do intratável escritor…

Curiosamente, Melvin é um escritor especializado em personagens femininos. O que soa inusitado para uma pessoa incapaz de se relacionar com qualquer um, imagine com o sexo oposto.Mas quando perguntado por uma pretensa fã, como ele consegue entender tão bem as mulheres, Melvin, com seu sarcasmo de sempre responde: ” – Eu penso num homem. Depois tiro a razão e a responsabilidade”.

É! Apesar de parecer impossível que alguém tão incapaz de se relacionar consiga escrever tais livros, não é difícil pensar que  a personalidade maníaco compulsiva de Melvin Udall também acaba sendo primordial para que seus livros sejam escritos e amarrados com a perfeição que talvez só pessoas com tal distúrbio poderiam fazer. Daí temos que admitir que não é ilógico que Melvin Udall tenha este talento.

 …mas será Carol que irá transformar a vida de Melvin

 como não poderia deixar de ser num filme tão bom, Carol, junto com o cãozinho Verdel e até mesmo o vizinho gay, que normalmente era maltratado por Melvin, vão adoçar o amargo coração do escritor. Mas isso não será fácil e as voltas que “Melhor é Impossível” dá e os impagáveis diálogos entre os personagens, especialmente os de Melvin, o tornam um dos filmes mais interessantes e com alguns dos personagens melhor construídos que já vi. Não é a toa que tanto Jack Nicholson como Helen Hunt ganharam o Oscar por este filme. Uma obra-prima.

O Lobisomen e o Coronel – Uma homenagem à Literatura de Cordel

•18/03/2009 • Deixe um comentário

continuando com a Galeria de vídeos. Estou colocando no Livro que Quero Escrever, uma belíssima animação brasileira, que é uma homenagem à literatura de Cordel, e por consequência à cultura brasileira.

Este vídeo foi desenvolvido por Italo Cajueiro e foi vencedor do Animamundi, um dos maiores prémios da animação no mundo.

Com vocês: O Lobisomen e o Coronel

Desconstruindo Harry: Onde personagens reais e fictícios se encontram

•14/03/2009 • 4 Comentários

Na ultima carta de O Livro que Quero Escrever, o tema foi a dúvida do autor das cartas sobre como iria colocar personagens inspirados em pessoas de verdade no livro. O seu receio é ofender familiares e amigos com essa atitude.

Há um filme que trata este tema de uma forma muito legal, e por isso gostaria de destacá-lo aqui no Livro que Quero Escrever. É Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry – EUA – 1997). Nesta comédia dirigida por Woody Allen em 1997 o personagem principal, interpretado pelo próprio Allen é o escritor Harry Block, que enfrenta problemas ao usar como fonte de inspiração seus próprios parentes e amigos. Mais ainda, ele também usa suas histórias de vida nos livros que escreve. É claro que ele não demorará a ter problemas com isso.

A coisa fica tão séria que chega ao ponto que alguém acaba descobrindo que está sendo traído por identificar nos personagens do livro seu próprio companheiro e a amante deste. Harry mistura tanto realidade com ficção que acaba começando a ver e conversar com os próprios personagens que cria.

Desconstruindo Harry é um ótimo filme para quem quer ver um pouco do que um escritor pode sofrer e ainda rir disso.

O filme tem um elenco fora de série, além do próprio Woody Allen, temos Robin Willians, Tobey Maguire, Billy Crystal, Demi Moore, Paul Giamatti e até mesmo Julia L.Dreyfus (a Elaine Benes, da série Seinfeld)

É o típico filme de Wood Allen, maluco, verborrágico, inteligente e cult, como o próprio diretor. Infelizmente ele não parece estar disponível para venda no Brasil. É uma pena. Pois faz muito tempo que assisti ao filme e gostaria de vê-lo novamente e até falar mais dele.

Assisti a Desconstruindo Harry há dez anos, no antigo Cine Bristol, em Uberlândia. Ela passou numa única seção num cinema que estava prestes a fechar, por não estar resistindo à concorrência com as salas do Shopping Center da cidade.

Era uma sala bem grande, pois também funcionava como teatro. Mesmo assim estava completamente lotada e quando o filme terminou todos se levantaram e aplaudiram de pé. O que mostrou pra mim que o público brasileiro pode ser muito mais inteligente do que as distribuidoras brasileiras costuma pensar de nós.