Carta de Um Filho a seus Pais na Terra – Um Conto de Ficção Científica

Queridos pais,

Como estão as coisas? Estou com muitas saudades. Diga a Ana que espero vê-la em breve.

Vou contar como estão as coisas por aqui. E tenho que dizer. Não estão nada fáceis.

Eu cheguei bem a Elfo 2 e o planeta é mais bonito do que pensava. O ar, apesar da baixa densidade, é bastante agradável, e a gravidade menor foi vista como algo bastante confortante quando saí da nave. Infelizmente, naquele mesmo momento percebi um problema para o qual não estava preparado.

Assim que olhei para fora da nave pela primeira vez, fui supreendido por uma característica singular dos habitantes de Elfo 2: Todos eles possuíam asas. Isso mesmo. O agente do intercâmbio esqueceu de nos avisar que a população da planeta tinha essa característica. Apesar de serem quase iguais aos seres humanos, as pessoas de Elfo 2 possuem enormes e belas asas presas às suas costas, que os tornam capazes de voar com uma habilidade e velocidade que faria inveja até mesmo a um Beija-Flor aí na Terra.

Este diferença dos habitantes de Elfo 2 em relação aos terráqueos logo mostrou como seria um grande problema para mim. Justo eu, que na Terra era celebrado por ser o jovem de melhor vigor físico da escola, campeão de natação estadual por três vezes e capitão do time de Vôlei. Justo eu, que era invejado por todos os rapazes e desejado por todas as meninas, agora me via aqui como um deficiente físico, algo com que nunca passou pela minha cabeça.

Não há estradas em Elfo 2, até por que também não há veículos. Os habitantes são capazes de voar a quatrocentos quilômetros por hora e por isso nunca se preocuparam em construir meios de transporte para pessoas, até por que, segundo eles, voar mais rápido do que está velocidade, envolto numa máquina de metal, não compensaria o investimento e o aumento do perigo.

O pior é que não somente não há estradas, como também não há calçadas, mais ainda, quase não há nem sequer corredores. quase todas as entradas das casas, dos edifícios residenciais e das indústrias, todas ficam para o lado de cima, inacessíveis a alguém preso ao chão.

Lembro que logo que cheguei, as pessoas que me receberam ficaram assustadas de perceberem que eu não tinha asas e ficaram bastante incomodadas de terem que me carregar até a hospedagem onde ficaria. Disseram que nunca tinha visto nada tão pesado quanto eu e reclamavam o tempo todo do erro que o agente de intercâmbio havia cometido ao me enviar para aquele planeta.

Lembro que quando cheguei ao primeiro dia de aula, carregado por quatro colegas que eu nem conhecia direito, fui alvo dos olhares de todos os alunos do colégio, lembro de ter escutado alguns murmurarem, na lingua oficial da galáxia, algo como: coitadinho. Até um “nossa, que aberração” eu escutei.

E assim tem sido minha vida aqui. Para todo lado desconhecidos tem que me carregar, para todo lado os outros me olham assustados e com pena. Não demorou muito para começar a surgirem gozações também, principalmente quando me interessei por uma menina da escola. Alguns rapazes que me viram flertando com ela fizeram questão de inventar um apelido para me ridicularizar em frente a ela. Percebi que assim que ela escutou este apelido, perdeu o interesse por mim.

Alguém mais generoso arranjou um pequeno aparelho capaz de me fazer sair do chão, mas ele é muito pesado, desengonçado, solta uma fumaça preta suja e não consegue voar por muito tempo. Com ele eu fico muito limitado e a qualquer momento tenho que pousar em algum lugar e esperar que alguém venha me socorrer. Vocês sabem como eu era orgulhoso. Sabem como ter que pedir ajuda o tempo todo deve ser difícil para mim.

Queridos pais, imploro a vocês que, assim que puderem, me mandem o dinheiro para que eu possa voltar a Terra. Tem sido humilhante ficar aqui. Não fiz um amigo, todos me consideram um estorvo.Às vezes passo a noite chorando. Tenho muitas saudades da natação, tenho saudades do time de vôlei. Quero voltar a ter orgulho do que eu sou!

Um grande Abraço

Seu Filho Querido

4 Respostas para “Carta de Um Filho a seus Pais na Terra – Um Conto de Ficção Científica”

  1. Queridos pais, imploro a vocês que, assim que puderem, me mandem o dinheiro para que eu possa voltar a Terra. Tem sido humilhante ficar aqui. Não fiz um amigo, todos me consideram um estorvo.Às vezes passo a noite chorando. Tenho muitas saudades da natação, tenho saudades do time de vôlei. Quero voltar a ter orgulho do que eu sou!

    Um grande Abraço de gilney

  2. eu tenho muita imaginacao tanbem

  3. eu tanben escrevo muitas historia ainda vou escreve meu livro

  4. michele maciel rocha Diz:

    oi gostei deste livro e muito boooooom.

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